terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 de agosto de 2011


Eu chamei e ele veio. Chegou como um coala: querendo todos os carinhos e todos os afetos que alguém pode receber, que alguém merece receber. Ele era ele mesmo. Impossível não captar todos os detalhes daquela noite.... Foi tudo tão assim: Silencioso, sentido, ouvido, olhado e abraçado, que deixei passar a pretensão que tinha desde o início de olhá-lo mais atentamente. Observar seu jeito, seu modo de me beijar, de me olhar, de tocar meu rosto, massagear minhas costas, segurar minha mão. Um modo tão dele, essência dele, particular dele, atento, inteiro, intenso, entregue ao momento, ao que viemos a ser, ao que aquela noite fez de nós. Junto com a sua vontade de me tomar nos braços e eu ser tomada por ele, veio a vontade de apenas estar junto, ao lado, perto. Estar simplesmente. Eu, ele e nosso silêncio. Lugar bom. Momento inesquecível. Presença e ausência ali, captados numa mesma freqüência.  Mesmo que eu não quisesse, os ponteiros do relógio me avisavam que a hora de partir estava próxima, a despedida chegou ao fim...

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