Eu
lembro do primeiro abraço, era como se tivéssemos fazendo um juramento que
servia de acento ao nosso sentir, que
teimava em existir com a nossa permissão. Agora me dá a tua mão e me diz que
isso vai passar, e que logo eu vou bordar, cirandar, estar ao teu lado de novo.
Sendo feliz de novo. Me diz, moço.
Vem
ser porto. Chega bonito, inteiro como sempre foi. E não esquece de trazer os
pássaros para cantarolar na minha janela como fazia todas as manhãs com tuas
mensagens, teus telefonemas. Passeia de mãos comigo, brinda comigo, me aquece do
frio que faz lá fora.
<Bibina Benites>


