segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Eu não sei dizer ao certo quando foi que tudo mudou. 
Também não sei dizer ao certo quanto de amor ainda há. 
Mas mudou, e sim, ainda há. 
Só que a distância e os novos interesses foram substituindo o tempo que perdíamos pensando em nós. Fazendo com que o nós desse certo mesmo que não desse de vez em quando. 
Confesso que eu mudei e mudei muito. Muito. Tanto que não consigo ser a mesma pessoa, fazer as mesmas coisas, ser sua amiga. 
E eu não sei se você já percebeu mas finge que não, ou se não quer enxergar, porque é muito claro. Está tudo muito claro. Límpido. Cartas na mesa. 
Não somos mais iguais. 
O tempo não parou em como a gente era, muito pelo contrário, ele voou. 
Junto com ele voaram a cumplicidade e a compreensão. 
Só sobraram as lembranças e a distância de sempre."

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Eu lembro do primeiro abraço, era como se tivéssemos fazendo um juramento que servia de acento ao nosso sentir, que teimava em existir com a nossa permissão. Agora me dá a tua mão e me diz que isso vai passar, e que logo eu vou bordar, cirandar, estar ao teu lado de novo. Sendo feliz de novo. Me diz, moço. 

Vem ser porto. Chega bonito, inteiro como sempre foi. E não esquece de trazer os pássaros para cantarolar na minha janela como fazia todas as manhãs com tuas mensagens, teus telefonemas. Passeia de mãos comigo, brinda comigo, me aquece do frio que faz lá fora. 


                                                                                            <Bibina Benites>

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Saudade




Aí você começa a desconfiar que ele poderia ter sido o cara legal da sua vida. Isso, se você sentisse a mesma paixão, se você conseguisse entregar sua alma tanto quanto, se você soubesse amar ele do mesmo jeito e intensidade que ama a falta que agora ele te faz.
— Gabito Nunes

terça-feira, 15 de outubro de 2013


E o nosso amor sem fim 
acabou pela quinta vez. 
Se ele não é eterno 
ao menos é insistente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Você chega assim de supetão levando tudo, tirando tudo de lugar.
Desculpa, é que eu não sabia mais como é ser tão bem cuidada e lembrada assim.
Como é bom ter em quem pensar quando vê ou ouve algo engraçado e quer logo contar, ou quando ouve uma música, vê um sorriso, lê um texto, escuta alguma piada idiota.
Acho que qualquer piada mais idiota do mundo seria a mais engraçada de todas se compartilhada com você. Porque você me faz sorrir por bobagens. Se só de lembrar de ti eu sorrio, como não sorriria de algo contigo?
<Jéssica Barreto>

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eu passei boa parte da vida me enganando.
Sabe aquela coisa de fingir que tudo está bem, que não doeu, que tá bom assim, que eu aceito, que aham, tá legal?
Pois é, isso realmente não é nada, nada legal.
<Clarissa Corrêa>

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


 
Sempre achei bonito o modo como as pessoas se olham quando existe algo recíproco entre elas. Seja amor ou seja ódio, os olhares são exatamente iguais, mesma força, mesmo magnetismo. Quando se amam, os olhos parecem querer saltar e se abraçar no ar. Mesmo que seja no meio de tantos outros, eles procuram de todas as formas fazer com que seus olhares se cruzem, só pra tentar decifrar o que o outro tá sentindo, mesmo que seja de longe, só pra se sentir mais perto do outro. Porque quando é amor mesmo, de verdade, ele se entrega primeiro no olhar.
Jéssica Barreto e Karine Andrade