quarta-feira, 28 de março de 2012

Noite fria


Naquela noite eu precisava dele, e ele sabia disso...
Pelo menos naquela noite fria, sem graça, sem muitas esperanças.
Queria só por um momento, por alguns minutos.
Mais na verdade tinha medo da compulsão, de querer sempre e pra sempre, todo dia, toda hora e não saber dominar tanto amor e ele se transformar em tanta dor e me fazer mal.
Mais como eu queria sentir o toque, o cheiro, ouvir a voz, a respiração, as batidas do coração.
Como eu desejava tocar, fazer carinho, proteger, me sentir protegida, falar sem dizer uma palavra quanta falta me faz e o quanto a saudade dói...
Eu queria um pouquinho, só pra poder dormir feliz.
E amanhã?
Sobre o amanhã... Amanhã eu resolvia.
Talvez voltasse pro meu lugar, largada, esquecida, mais com certeza um pouquinho mais feliz.
"Mais não vamos mais falar sobre isso."
Dina

sexta-feira, 16 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012


sexta-feira, 9 de março de 2012

Amor pra sempre.


Quando apagar a luz do teu quarto e fechar os olhos pensa no quanto tua respiração acelera ao ouvir minha voz.
Quando encerrar uma ligação qualquer lembra do tamanho do teu sorriso cada vez que desliga depois de uma ligação minha.
Quando receber uma mensagem, lembre-se e sorria da cara de quem viu passarinho verde que você fica cada vez que recebe uma mensagem minha.
Vê o quanto a apreensão toma conta do teu corpo cada vez que começa a ler um texto meu e presta atenção em quantas vezes pensa em mim durante o dia.
Repara em como a ansiedade e a agonia ficam enormes a cada vez que desapareço.
Presta atenção nessas pequenas coisas que te fazem me querer o tempo inteiro e depois me diz se não tenho razão quando digo que o que sente por mim é maior do que qualquer outra coisa.
E só mais uma coisa, se ainda tiver dúvida, põe a mão no peito e tenta lembrar dos detalhes que só a gente sabe, tenho certeza que teu coração vai te contar, e em voz alta.

segunda-feira, 5 de março de 2012


Com tudo a gente se acostuma. O sapato apertado, o óculos de grau, o barulho do liquidificador do vizinho, a cor errada da parede da sala. Tudo é uma questão de tempo, ou nem tanto tempo assim. E a gente se acostuma com a falta. A falta de quem mantinha contato diariamente, de quem conversava sobre todos os assuntos e sorria horrores com você. Tudo bem que ninguém é substituível, mas ninguém fica com o buraco da ausência pra sempre. Por mais que ainda exista amor, sempre tem gente pra ocupar o lugar.